ARTE E INOVAÇÃO DESDE 1853 - A HISTÓRIA DA TISSOT

Publicado: 10/06/2019

1853-1907: AS ORIGENS


Em 1853, Charles-Félicien Tissot, montador de caixas de ouro, e o seu filho, Charles-Emile, relojoeiro, associam-se para fundarem a loja de montagem "Charles-Félicien Tissot & Fils" em Le Locle, na Suíça. O catálogo Tissot inclui uma ampla seleção de relógios de bolso e relógios pendentes, feitos maioritariamente de ouro e ricamente decorados ou com complicações. A sua qualidade é muitas vezes recompensada nas Exposições nacionais e internacionais, assim como nos concursos de cronometria. Foi durante a Exposição Universal de 1900 que a célebre atriz Sarah Bernhardt comprou, no pavilhão suíço, um relógio pendente feito de ouro de 18 quilates. 

 

Principalmente destinados à exportação, os relógios Tissot são vendidos nos Estados Unidos a partir de 1853 e na Rússia a partir de 1858. Às ligações comerciais acrescem ligações familiares, pois o filho de Charles-Emile Tissot, Charles, instala-se em Moscovo, em 1885, para gerir a sucursal implementada pelo seu pai e constitui lá família com uma cidadã russa. Até ao início da Revolução de Outubro de 1917, a Rússia é o principal mercado da Tissot e os seus relógios chegam a ser usados na Corte do Czar.





1907-1930: À PROCURA DA EXCELÊNCIA


Em 1907, Charles Tissot manda construir uma fábrica em Le Locle, numa rua chamada Chemin des Tourelles onde se encontra a atual sede da empresa. Graças aos motores elétricos, a produção mecânica é progressivamente adotada e permite produzir, de série, relógios cuidados. No início dos anos 1910, a Tissot comercializa os seus primeiros relógios de pulso femininos, umas peças joalheiras feitas de ouro e platina, com diamantes engastados. Mais tarde, a Tissot cria modelos de relógios de pulso masculinos, muito antes do apogeu desta moda durante o período entre as duas guerras mundiais. Embora a sua estética seja influenciada pelos estilos em voga, a Arte Nova e a Arte Déco, desmarcam-se graças a grandes inovações técnicas como, por exemplo, o primeiro relógio de pulso não magnético do mundo. A partir de 1917, a Tissot é uma unidade de produção, pois produz os seus próprios movimentos. Pode assim propor relógios de qualidade a um preço acessível.





1930-1953: A ABERTURA DE NOVOS HORIZONTES



Em 1930, as empresas Tissot e Omega fundem-se para reforçarem a sua posição e oferecerem aos seus clientes uma gama de produtos mais completa. Esta nova entidade, a SSIH (Société Suisse pour l'Industrie Horlogère), é a primeira associação relojoeira suíça. Em 1933, a Tissot lança um plano de ação comercial inovador: o Plano Tissot. O mesmo prevê modelos selecionados para cada mercado, campanhas publicitárias sistemáticas e orientadas, assim como a distribuição gratuita de um catálogo aos retalhistas. Além disso, a Tissot oferece aos seus clientes uma garantia de um ano, inclusive no caso de acidente. Tal como o vestuário feminino, que propõe roupas para cada altura do dia, as coleções femininas são extremamente diversificadas, conforme realçado pelo slôgane publicitário: "Uma jovem e 3 relógios". Deste modo, os modelos com braceletes de pele adequam-se particularmente às práticas desportivas, enquanto os modelos com cordão, elegantemente discretos, se adaptam melhor à vida profissional. Quanto aos modelos com braceletes de ouro, combinam na perfeição com vestidos de noite. Para os seus clientes masculinos, a Tissot cria modelos cronógrafos e automáticos, seguindo-se, em 1951, um modelo importante: o Tissot Navigator.




1953-1968: SEMPRE PRESENTE HÁ CEM ANOS


Em 1953, a Tissot festeja o seu centenário. A chegada de Edouard-Louis Tissot, para o cargo de diretor-geral, é um ponto de viragem na organização industrial da unidade de produção. Graças à adoção, em 1958, do princípio de um "calibre único", a gama dos movimentos torna-se mais simples, enquanto a produção passa a ser mais racional. De fato, a associação de diferentes complicações a um movimento de base permite produzir relógios manuais ou automáticos, com ou sem calendário ou dia-data, vendidos por todo o mundo. Perante este sucesso da marca, as visitas oficiais multiplicam-se e o livro de ouro imortaliza assim a vinda dos Príncipes do Mónaco em 1960.



               Ampliação da fabrica da Tissot



1968-1983: UM SOPRO DE JUVENTUDE


Nos anos 60 e 70, a geração do baby-boom passa a ver a juventude como uma classe etária distinta, com os seus códigos e a sua cultura. Pela primeira vez, a Tissot cria coleções para os adolescentes, incluindo modelos chiques e originais. A Tissot explora igualmente as possibilidades oferecidas por novos materiais até então pouco utilizados em relojoaria. Os materiais sintéticos, como a fibra de vidro, dão vida a modelos coloridos e lúdicos. De um ponto de vista técnico, permitem criar um movimento revolucionário: o Astrolon. As coleções de relógios de quartzo desenvolvem-se devido, em especial, à estreita colaboração entre a Tissot e o mundo da Fórmula 1: a partir de 1976, a marca torna-se parceira de equipas como a Ensign, Renault ou Lotus, e de pilotos de renome internacional como Jacky Ickx, Clay Regazzoni ou Mario Andretti.




1983-2016: À HORA DO SWATCH GROUP


Em 1983, para enfrentar a crise relojoeira, Nicolas G. Hayek recomenda a fusão dos principais grupos relojoeiros da época: deste modo, a Tissot junta-se à SMH, cujo nome passa a ser ""The Swatch Group"" em 1998. 


Para se reinventar, a Tissot cria relógios icónicos como o RockWatch, o primeiro relógio feito de pedra. Seguir-se-ão o WoodWatch, feito de madeira, e o PearlWatch, feito de madrepérola, que conquistam um grande público seduzido por estes conceitos inéditos. 

No final dos anos 90, a Tissot propõe, através da T-Collection, modelos ultrafemininos, embora dê igualmente um lugar importante aos modelos desportivos, cujas funcionalidades são cada vez mais avançadas. Pressentindo o extraordinário potencial da função tátil no universo digital, a Tissot cria, em 1999, o T-Touch, o primeiro relógio tátil do mundo. Em 2014, ocorre outra estreia mundial com uma nova versão alimentada por energia solar: o T-Touch Expert Solar. Deste modo, a marca mantém-se fiel ao seu lema: ""Inovadores por tradição"". Dirigida por François Thiébaud desde 1996, a Tissot também está estreitamente associada ao mundo desportivo através do seu papel de Cronometrista Oficial e das suas parcerias com inúmeras modalidades desportivas. Graças à sua contínua capacidade em inovar, em antecipar as tendências e em tocar todos os públicos, a Tissot vende, atualmente, mais de 4 milhões de relógios por ano a nível mundial.





O sinal de mais no logótipo simboliza a qualidade suíça e a fiabilidade que oferece desde 1853. Os relógios, vendidos em mais de 160 países, são autênticos, acessíveis e fazem uso de materiais especiais, funcionalidades avançadas e design meticuloso. A Tissot honra a sua assinatura - Inovadores por Tradição. O elevado calibre da marca tem sido repetidamente reconhecido. A Tissot tem sido nomeada Cronometrista Oficial e Parceiro em diversas áreas como o basquetebol com NBA, a FIBA e a CBA; o ciclismo com o Tour de France e os Campeonatos Mundiais de Ciclismo UCI; desportos motorizados com MotoGPTM e o Campeonato Mundial de Superbikes FIM e também o râguebi com Torneio das 6 Nações RBS, TOP14 e a Taça dos Campeões Europeus da Râguebi e a Taça Challenge. A Tissot é também Cronometrista Oficial dos Campeonatos Mundiais de esgrima e hóquei no gelo e da AFL.





Fonte: https://www.tissotwatches.com/pt-br/heritage/at-the-time-of-the-swatch-group.html






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